sexta-feira, março 18, 2011

Do mesmo fim

Hoje pensando em uma nova desilusão encontrei alguns escritos sobre uma desilusão antiga...não tão velha assim...mas anterior à atual.
Não é que descobri nessas palavras rabiscadas a verossimilhança ridícula que as duas têm em comum:
Uma sensação de criança esquecida na escola
Cartinha de amor anônima do menino errado
Olhar vazio, nublado
Coração sem ânimo
Sorriso esgotado
Bingo enganado
O tempo encerrado
Beijo rijo

Comer gripado
Chá morno
Dançar sem rítmo
O tic-tac
Sentir o beijo dele em pensamento
'Perder o dia da prova, pior:
o dia da matrícula'
Garoa nos óculos de grau
Furar o cano tentando pendurar a saboneteira
Dar branco em cena
DIZER NÃO QUERENDO DIZER SIM.

Ou, aquela vontade melodramática de dizer:
" Ei, o que eu signifiquei? Se é tão fácil se afastar de mim...?"
Fica toda a curiosidade se auto-afirmando no SE das infinitas possibilidades
E então surgem as justificativas:
"Ah, mas ele resolveu tudo tão rápido, respondeu tudo tão fácil, aceitou tudo tão simples..."
O que eu queria?
"Que ele me agarrasse..."( sempre uma atitude rompante)
"Terminasse o namoro apagado, botasse a mochila nas costas e fosse comigo para o mundo! (ou altamente hipotética) Vamos?
O surto bipolar ansioso por uma decisão cartesiana:
"Ai, pára de fingir,
se decide, faz alguma coisa...
ou então não brilha o olho quando olha pra mim...
ou me beija...(sempre dando mais uma chance)
Se apropria de mim ou me olha como amigo"
Olhar de amigo:
Será que esse lugar existe?
"Já tivemos carinho puro só de carinho?
Algum dia tivemos?"
Acho que não."
"Um dia teremos?
Também acho que não"
Um sorriso triste no canto dos lábios se instala
sobre a incerteza daquilo que aquilo é ou um dia poderia vir a ser mas não foi.

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