quinta-feira, setembro 11, 2014

Pré estreia e café

Ontem, sábado, ao pôr do sol,
apenas idéias de tempo, passageiras e transeuntes como eu 
nesta terra dourada verde esmeralda de chuvas turquezas
amor amor amor
vida longa a poesia
ao poeta
aos olhos
aos ouvidos
aos sentidos
amo-te tanto meu amor
como amo a arte
não sei onde começa meu amor por ti 
e onde a arte e o amor eu confundi.
"Que seja eterno posto que é chama."
Deixemos os versos ecoarem
como as danças magas das esferas estelares
que seja infinito e ternamente familiar.
Feminino e Secular.
Primitivo e Venenoso
a poesia é completamente inútil
como eu
como tu
"somos pelo simples PRAZER de SER
ter um sentido seria nos amesquinhar"C.L.
e esta luminescente avenca a tilintar os guisos do abismo
no ventre quente da fazedora de ingredientes
a própria terra mãe ardente
solta de seus pulmões o alento quente
em fogovulcãofuracão
solto os raios do sol
em magias e alquimias 
das palavras ao acaso debruçadas 
no escuro da caixa de pandora
as águias avistam suas presas
as flechas são certeiras
religião, mulher, coragem, ternura, carne, mistério
te pego em cheio de mãos dadas no inferno e céu de todo dia
as luzes do porão se acendem
e o breu é uma palavra tão bonita
o medo a minha outra face
minha vontade de ser inteiramente
Loba, Mulher, Selvagem, Una.
E te vejo sendo inteiramente: e se reconhecendo em mim: em nós: em Cora, em Hilda, em Elisa, em Adélia.
Sim, meu anjo,
" Somos os 50 poemas, o resto não somos nós" A.A.

sexta-feira, agosto 15, 2014

A Dança

A dança para mim...
tão dissonante perscrutar palavras
afinal
tudo é som
e som tem cor
e a dança é quando o masculino se torna passivo
e o nosso masculino age sua violência em beleza e presença
transformando-se em feminino que alegra e dissolve
e o nosso feminino brinca até a exaustão/violência e então o ciclo segue
na eterna dança da humanidade
com todo o seu corpo PERCEBIDO
amado.
cuidado.
ativado...? potencializado?
ou se preferires:
APENAS
VIVO.
Sem desperdícios de tempo de vida.
Apenas o Essencial.

Ae então você ouve soar e suar os tambores
da Alma
dissolve as máscaras mundanas
entrega-se às asas da liberdade
E o corpo,
o Vento,
A Água,
O Fogo e a Terra
Celebram a sua dança
Ancoram os seus pés
Lançam os seus cabelos
Brincam na eternidade dos astros
Nas infâncias das estrelas
Onde a história se faz quando
E quando é o instante que nasce
Do ventre de tudo que chamamos mãe.
Semeados por tudo que entendemos pai.



quinta-feira, junho 19, 2014

Amor em SP.

Colocando em dia algumas anotações de guardanapos solitários em cafeterias aconchegantes de São Paulão...agora ouso falar um pouco do amor. Adredito que este poema saiu em meados de 2008. 24 anos. Em São Paulo. Apenas um amigo a confortar. Família no sul do Brasil. Saudade e solidão se redimensionando no dicionário da ilusão. "Desilusão. Desilusão. Danço Eu Dança Você Na Dança da Solidão...

"Aniversário de balões vermelhos e roxos
Vozes de quem se gosta
e se diverte
verdadeiramente
juntos.
Afinal é sábado, 17h da tarde em São Paulo,
Perto da Augusta:
Tantas "coisas interessantes" à fazer...
Um filme do Coutinho em cartaz,
mas perdida entre as ruas que circundam a Paulista
Meus olhos vêem um barulho de balões coloridos no andar de cima.
E os meus ouvidos ouvem os abraços de, quem sabe,  Amigos." 


...QUANDO EU PENSO NO FUTURO NÃO ESQUEÇO DO PASSADO. (Paulinho da Viola)"
PS: https://www.youtube.com/watch?v=w1vWIzW7nXY
Vídeo Maravilhosos...vale ver até o fim.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Começo de Namoro

Entre os meus sonhos,
 

passarinhos...
 

seus olhos cheios de cílios no portão de ferro branco da minha casa rosa avermelhada.
 

Eram as flores mais roxas que a natureza podia criar
 

Pensas em suas mãos recém acordadas e ternas
 

Foi a surpresa mais suave que eu podia receber:
 

O aconchego dos teus braços me transformando em flor em pleno estado de vigília.
 

Não quis mais acordar.
 

Só importava os nossos perfumes adormecidos,
E a borboleta roxa que pousaste entre meus cachos naquele bom dia.

( Adriane Lopes)
set/2011